Outubro se fez um mês do mais especial possível. Um mês com status de ano, e com a força de um resfriado que demorará a passar.

 

         Neste mês a economia global se viu em uma crise que à esquerda é tida como bem vinda, pois, segundo eles, acabará com a soberania de Wall Street. Será mesmo? A risada espalhafatosa que escapou as bocas no momento em que a recessão se apresentou como uma forte candidata para o futuro do país, certamente foi contida ao se levar em conta a primeira aula de geopolítica; a base da globalização.

         Ninguém afunda sozinho. Com a baixa atividade dos mercados americanos, os países que mais sofreram quedas foram os emergentes, que pregam o anti-americanismo, o paz e amor, e acima de tudo isso, o comodismo mediocre de um socialismo deturpado. Em terras tupis, a tensão econômica foi acobertada por declarações demagogas de nossos guerrilheiros no poder, ou pelas historietas sensacionalistas que nossa mídia tem o prazer em travar-nos o país inteiro para assistir janelas por cinco dias. Nas ruas o foco das conversas toma rumo distante dos nossos bolsos e vai para casos de amor mal resolvidos. Vejo a tal tragédia com o mesmo ceticismo com que tratei o caso Isabella.

         Nada irá mudar em minha vida, quiça em meu país, perdendo dias e dias na frente da tv, internet ou rádio ouvindo ladainhas que pouco interessam. A vida conturbada de uma garota nem um pouco reservada, de uma família nada confiável. Não que isso seja algo ruim, mas peço que não me obrigue a perda de tempo. Pois enquanto isso novas políticas e medidas que são tomadas para contornar ou afundar ainda mais na crise, só ocupam o letreiro passante ‘the flash’ dos telejornais. E todo o desenrolar dessa paixonite de Santo André acabará, propositalmente pela esquerda, deteriorar a imagem da autoridade policial paulista. O poder que comandou o país no passado, agora briga entre si e tem a imagem, manipulada pela imprensa, mais suja do que a máfia.

         Mas como é sutil a anestesia! Nossa ‘massa’ cada vez mais ignorante e maioria, contente com o ordinário, com a pobreza enfeitada de igualdade que nos toma o poder, que nos toma tudo.

         O que resta é a misantropia que nos entope veias ou um cartão de embarque para qualquer lugar longe daqui.

         Cuidado, este furacão que se forma não tem olho, nem precedentes.

 

Obrigado

Isaac Lourenço

[<O>]

Uma resposta para “Outubro, o mês que não acabará tão cedo.”

  1. Débora disse

    Realmente é lamentável o que faz sucesso no meio do povo brasileiro, a desgraça alheia. Somente Deus pode salvar uma humanidade tão perdida, tão convencida de si, e cada vez mais o “próximo” tem sido seu maior inimigo.

    Obrigada.

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