Existe futuro?

Junho 7, 2008

       

       Nosso país é extremamente jovem. Temos muito o que aprender. Vivemos em uma nação em elevado crescimento demográfico. A cada um que alcança a terceira idade, sei lá… uns quinhentos chegam a fase jovem. Já parou pra imaginar? Visualmente falando, e bem toscamente, são mil ‘moleques’ pra fazer arrastão em um casal de idosos na praia. Hoje nosso país, aos poucos, envelhece e cada vez mais nossos idosos são respeitados – ainda há muito o que melhorar na vida dos que já trabalharam para o nosso futuro – e tem uma vida digna. Mas e os que hoje ainda buscam se assumir na selva brasileira da desigualdade? O que o futuro reserva à eles? Nossos idosos viveram os anos de chumbo, aprenderam a dar valor a sua própria verdade, a sua liberdade, a cultura. Quantos deles morreram na luta pela liberdade tão menosprezada pelos jovens de hoje. Lutaram pela democracia, pela vida que parecemos jogar fora.

         Como é de praxe, nos contam em nostalgia: “No meu tempo os políticos eram bons…” eles batalharam pelo direito de voto “…o ensino era decente…” a cultura sempre foi a única esperança “…e os jovens respeitavam os mais velhos”. Bem.. como já disse, cada vez mais a terceira idade, ou a melhor idade, é mais respeitada e tem seus direitos. Vamos analisar então. O que nossos jovens tem?

         Nossa política e até mesmo nosso conceito da mesma estão deturpados como nunca antes estiveram. A corrupção não é mal de raiz que possamos arrancar, está em nosso sangue, em cada membro, em cada parte de nosso ser. Os políticos são nada mais que irmão de sangue. A única diferença está na ausência da mídia no momento em que você pegou ‘emprestado’ algum dinheiro do caixa do trabalho, precisou entrar no cinema pagando meia sem ser estudante.


         Se não aprendermos a negar a corrupção instintiva na escola, onde mais será? Uma criança que ingressa no ensino público hoje, se não contar com fortes fundações, seja pela família ou até mesmo pela religião, em meses estará fazendo o que for necessário para vencer na vida sem esforço, buscando tirar proveito de quem for preciso. Ela aprende em classe, nas aulas principalmente de ciências sociais (história, geografia e a partir deste ano, filosofia e sociologia), na grande maioria das vezes lecionadas por anarquistas e frustrados presos no passado, sofrendo pela queda do muro de Berlim, que os ricos estão no mundo para serem exterminados, não devemos respeitar aos nossos chefes e ás autoridades, e a mediocridade de uma vida falsa igualitária é a resposta para todos os nossos problemas. Hoje não aprendemos sequer a anseiar por um futuro melhor em termos de riqueza e desenvolvimento, quem dirá ciências e matemática. Está mais do que confirmado que no Brasil, nossos estudantes aprendem menos do que se vivessem na fazenda com os ensinos familiares. Nosso ensino apenas nos forçam a acreditar que índios que trajam grife e tem ‘Orkut’ merecem mais respeito do que intelectuais e investidores; obras devem ser embargadas para que indigentes possam correr nus em acasalamento e canibalismo. A juventude não tem acesso á educação e cultura. Os que deveriam escrever uma cultura vanguardista, tempo á tempo escalar um nível superior de intelecto, são confinados á música ofensiva e flagelados por tentações criminais. Nossa mídia não se dá conta de que sua programação, ao invés de inebriar-nos em desejo por um futuro promissor, de paz e igualdade, incessantemente nos trás á tela violência e racismo. Em uma sociedade como a nossa, sem acesso algum a real cultura, a real ética e consciência própria ‘a vida imita a arte’, jamais‘a arte imita a vida’. Mentes fracas imitam o que vêem sem dicernimento. Pois não tem base, nem conteúdo para filtrar toda a bobagem que seus olhos presenciam. Menores são marginais a espreita. Conhecem todos os meios da criminalidade, são deles o maior percentual de crimes. Com 16, 15, 14 anos já são donos de mentes estruturadas, não importa com o quê. Sem educação, o judiciário é a consequência certa.

         Mas como controlaremos nossos jovens frutos de um sistema falho, se a lei nos impede. 18 anos. Desde quando a vida se inicia aos dezoito? No Peru uma menina de apenas oito anos está grávida. Crianças em seus videogames roubam e matam antes mesmo de aprender a ler e escrever. O ensino público cada vez mais com sua política de ‘presentear’ a escola de menor número de reprovações com mais verba, incita falcatruas, corrupção e ignorância.

         Segunda-feira completo dezoito anos; o que me impede de aproveitar meus últimos dias de menor idade em crimes? Um dia, uma data, uma idade não transforma instantâneamente a mente imatura de alguém. Segundo a psicologia, o conceito do certo e errado é formado até os quatorze anos. Após isso, dificilmente muda. Perante a lei, se tem quatro anos de consciência firmada impunes. Febem e reformatórios não passam de politicagens para tampar o buraco sujo de uma constituição ultrapassada e infundada para os nossos dias.

         Nossas leis não correspondem a nossa necessidade. Em uma casa de classe média de São Paulo uma criança estuda, pratica esportes, línguas e cultura. No sertão do Piauí, sete crianças descalças não estudam, mas trabalham, não tem acesso a cultura, mas sim a responsabilidade prematura, a desgraça e a fúria contra os ricos.

         A luta de nossos compatriotas aposentados foi á toa. O direito que conquistaram não é digno de nossa geração, pouco menos das que virão do mesmo jeito.

         O que são nossos 508 anos se comparados com os milênios dos orientais ou os 912 anos de apenas uma instituição, a ‘Universidade de Oxford’ na Inglaterra, quem dirá do país em si. Temos em nossos pés terra de mesma idade de qualquer outra parte do mundo ou até mesmo mais antiga. Temos de tirar a falsa soberania estampada pelo governo ao mundo. Somos diferentes dos grandes. Eles tem algo que jamais teremos se não interferirmos o comboio. FUTURO.

 

         Segunda completo dezoito. A vida continua a mesma, ao menos para mim. Minha mente está a deriva. Para onde o vento soprará? Não tenho cultura ao ligar a televisão, não tenho tv paga. Meu futuro parece promissor longe de minha terra amada. Não tenho dinheiro, quantos vezes a porta do emprego foi fechada no nariz, pela falta de experiência. Quero estudar, mas não tenho vaga na faculdade. Perante a justiça, só terça-feira posso ser julgado. A passagem é cara, o câmbio é incerto. Viva eu?

 

Obrigado
 
Isaac Lourenço

 

Opiniões com rapidez, sem lucidez.

 

 

breve mais sobre identidade.

 

….

Uma resposta para “Existe futuro?”

  1. huhuh….parabéns pelos 6.579 dias de vida…
    …fico muito contente em ter um cunhado como vc….
    ….te admiro bastante….
    …é como um irmão caçula pra mim….
    …. obrigado pela força e profissionalismo que vc tem apresentado pela RChai Brasil.
    …. vc já faz parte da história desta empresa.
    Assim como um dia o nome da empresa nasceu na sua mente, assim será divulgado e mantido por varias gerações..
    A RChai Brasil é um presente de Deus para nossas vidas, atraves dela vamos eternizar momentos maravilhosos de varias familias, isso é uma grande satisfação.
    e tudo isso graças a misericória infinita de Deus, que nos deu vida e a capacidade de fazer tudo o que queremos, até mesmo um simples abraço.
    Valeu por tudo carinha….quero ser sempre um grande amigo pra vc…como vc é pra mim.

    nunca se esqueça de agradecer a Deus todos os dias pela sua familia e pela sua saúde.

    vou te deixar uma frase.

    OS SEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO MAIS ALTOS DO QUE OS PENSAMENTOS DE DEUS.

    NÃO É COMO O DITATO DIZ
    ” DEUS TARDA MAIS NÃO FALHA ”

    – DEUS AGE NA HORA CERTA -

    abraço

    Rodrigo Stefanov

Deixe uma resposta