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‘… Não deixe o samba acabar…’ Foi deste modo que o poeta modelou em palavras o sentimento da sociedade brasileira, afugentada nos morros, favelas e cortiços. Lutando erroneamente por uma mera vida medíocre. Para que se auto-proclamem pessoas felizes e realizadas lhes é necessario: Casamento com filhos, moradia, cachorros, uma TV ligada no ‘Balanço Geral’ e um emprego que lhes paga o aluguel – pois nem é preciso uma casa propria. Alguns leitores podem facilmente opinar que à eles isso também é o bastante para uma vida bem-sucedida, afinal pra que o ouro se morreremos com ou sem ele. Eu acredito que tudo isso não passa de um profundo pensamento de pobreza, uma merda de vida. A pobreza do ser humano não se resume ao extrato bancário. Vai mais além, além das antigas separaçoes nobreza-burguesia, além de indíces da ONU, além até mesmo da LINHA DA POBREZA. Muitas pessoas sobrevivem com U$$1 por dia e ’são ricas’. Ricas de cultura, de sabedoria e acima de tudo, RICAS DE VONTADE, sedentas por uma vida melhor, lutam até a morte para dar aos filhos uma estabilidade que obviamente os pais não lhe deram. Esses são os verdadeiros exemplos para a sociedade moderna, que não se escondem por detrás de falsas políticas, percebem que não existe utopia maior do que a de um mundo totalmente igualitário, deve-se lutar, suar para ter sucesso na subida rumo ao topo. A politica de esquerda é perfeita….NO PAPEL, nunca será aplicada de maneira justa. Não adianta montar sindicato para culpar a direita, o capitalismo, os EUA. [Digo isso como centrista, acredito em ambos os lados, nenhum ao extremo.] É da natureza humana a trapaça, a vontade de ter mais, de ser mais que o vizinho. A corrupção está no nosso DNA. Cabe única e exclusivamente a nós lutarmos ou não por uma casa própria, num bairro melhor, fazermos uma faculdade, mestrado, doutorado, termos o emprego dos sonhos, uma família sem dificulades, filhos bem-educados, cachorros – é claro -, um TV top de linha ligada em conteúdo construtivo – uma novela de vez em quando não faz mal a ninguem. Rarará -. Outro ponto a ser levado em conta, mais importante do que o dinheiro, a carga cultural da pessoa é o que realmente a define como pobre e rico. De pensamento, de atitudes. Um milionário de berço, acomodado, sem idéias para aplicar sua fortuna, que prefere comprar um jatinho para o levar a Paris para jantar no Ritz, ou que tal uma partidinha de golfe na Escócia?, é um pobre…de pensamento. Poderia aplicar seu dinheiro em pró do desenvolvimento, em novos empreendimentos, novas iniciativas privadas, assim aumentando ainda mais sua fortuna e ajudando a população, abrindo oportunidades de emprego diretos e indiretos. Há ainda os ricos de pensamento, pessoas com idéias novas e promissoras, que mesmo sem muita renda no príncipio conseguem vencer na vida. O problema maior está no ser pobre de verba e de cabeça, possuir a mente atrelada na pobreza, defender a existencia de favelas onde poderiam haver conjuntos habitacionais, invadir o morro xingando o poder público por não lhe oferecer regalias e depois reclamar de deslizamentos de terra, enchentes e ‘o raio que o parta’ – rarará, é um pouco revoltante isso . Temos de ter na mente o ideal desenvolvimentista dos anos dourados, hoje com um nivel cultural ainda maior, com a preocupação ambiental e a sustentabilidade. Não podemos nunca desistir, cair na cilada dos ‘pensamentos do agora’, de que devemos curtir o agora e não pensar no futuro. [uma dica cultural a respeito desdes pensamentos é o filme "Filhos da esperança" - Children of men -] De que como todos iremos morrer o sucesso profissional e social não é necessario. Bem…cada um tem sua opinião e seu livre arbítrio para fazer da vida o que quer. Pode aceitar a morte ou esperá-la.

BALAAANÇA BRASIL, acorde para uma felicidade verdadeira. Podem me achar materialista mas no mundo a única coisa que não se compra é o amor – ao menos não com Reais -, e é ele que nos dá garra para conseguir avançar na vida. Afinal ‘…O morro foi feito de samba. De samba pra gente se amar…’

[.]

Isaac Lourenço

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Uma resposta para “não deixe o samba morrer….”

  1. eu disse

    adorei esse texto! não falo mais dos seus erros, vc podia revisar, isso daria mais credibilidade, entende?
    não deixar o samba morrer…
    é a morte cultural, a popular, de raíz..
    gostei, gostei, gostei..
    q risadas de merda eram aquelas(rarara)?!
    uhauhuauuahuhauaa!

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