Osama no poder? ops… Obama
Março 4, 2008
Será que dessa vez. Agora, em 2008 os eleitores americanos seguirão o desejo dos produtores de cinema e TV? Afinal, não é nenhuma raridade vermos negros interpretando o importante papel de ‘President of United States’ ou digamos diferente, melhor, como sempre é posto nas falas: ‘..of America’. Super! Vai ser poderoso assim em Kripton. Não adianta nem Chavez e seus ‘companheiros’ quererem se impor. Nem mesmo Fidel – único que realmente entende o significado de socialismo digno – agüenta mais, depois do tombo antológico em frente as câmeras já não é mais o mesmo. Seus discursos infindáveis se calaram! A ‘ilha’ e todos seus simpatizantes lamentam seu declínio, seu estado de saúde é realmente preocupante. Além da idade, nem a medicina internacionalmente reconhecida de Cuba está o ajudando. Realmente uma pena. Até mesmo a extrema direita esta em luto, a morte de seu mais irreverente aliado intelectual William Buckley veio a calhar com o momento da mais acirrada disputa presidencialista no país. A política mundial fica cada vez mais pobre de coerência e coragem. Cada vez mais atolada em candidatos demagogos, sem consistência, sem propostas e sem caráter.
E não é que agora até os ianques. Eles. Os que a nós são exemplos de grandiosidade econômica e social estão prestes a cair nas garras de mais um carismático demagogo, será que Tio Sam não notou a desilusão estampada em nossos semblantes após 2002? O que é o governo Lula senão algo conquistado por da mais simples e ’sacana’ demagogia barata de quem nos conquistou com um carisma cínico e sujo de graxa. Hoje é posto como grande governante, dizem de boca cheia que graças a suas políticas as reservas de Capital estrangeiro hoje superam a dívida externa – ‘naif‘ quem acredita que isso significa o fim dela – e o dólar nunca esteve em patamar tão baixo desde 99. Nossa realmente é uma notícia boa para os investidores. Devemos parabenizar o governo petista ou a economia global? EUA se encontram à beira de uma recessão econômica, com isso a taxa de juros cai, dólar cai e bla bla blá. China e Indía crescem a taxas exorbitantes, a Ásia de um modo geral cada vez mais comanda o mundo. Petróleo numa escalada sem fim. Investidores atraídos pela mão de obra barata, pela clara chance de um futuro promissor em solos orientais. O Brasil se beneficiou com tudo isso, os emergentes cresceram, as grandes economias desaceleraram, hoje o país cresce à taxas iguais ao Japão. Será mesmo mérito de um governo indecoroso acima de tudo populista? Cada um que interprete de seu jeito. O triste é saber que a grande maioria da população não enxerga a nuance de interesses, as contradições ideológicas.
Mas hoje não falarei de política nacional e sim americana. Global.
A quem diga que ele é a ‘cartada final’ do terrorismo para acabar com a supremacia ocidental, outros os vêem como um ‘messias’, o homem negro que salvará a ‘América’ do fundo do poço. Pra mim, um mero tupiniquim, ele é apenas mais um. Nada mais que isso. Sim, é negro – a quem goste, a quem odeie-, tem nome mulçumano – Barack Hussein Obama -, estudou numa ‘massadra’ – escola radical islâmica -, já escreveu duas biografias – questionadas até mesmo pelos amigos -, já fez uso de maconha, álcool e cocaína – nos bons tempos de universidade, como gosta de lembrar -, tem avós na pobreza no Quênia, foi fotografado utilizando vestimentas tradicionais do islã, hoje diz ser protestante liberal afro centrista – algo um pouco racista, não? -, nasceu em Honolulu, viveu em Jacarta, tem mãe branca, pai negro, casado, tem duas filhas, tralalá. Mas o que realmente importa? Ele ser negro? [não] Ele ter sua religiosidade incerta? [talvez] Ele mudar sua linha de pensamento econômico bruscamente pouco antes de pré candidatar-se? [SIM]
Obama deu uma guinada para a esquerda, com políticas a favor do ‘nacional’, contra a Alça, e alianças defendidas por ‘obrigação’ à direita. Por que e como isso aconteceu? Ninguém sabe explicar.
Pode-se confiar em alguém que se sente injustiçado por ser negro, mas que mascara a própria identidade política? O governo do motor mundial está em jogo. Muitos podem odeiá-los, porem se a recessão americana realmente vir a ocorrer, o mundo inteiro sofrerá. Quem pode imaginar o que acontecerá?
Se meu poder de voto fosse possível, sem sombra de dúvidas iria para a ex-primeira dama, Hillary Clinton – mesmo sendo traída, continuou linda e mais do que nunca… Poderosa-, com uma base de direita liberal, podemos dizer até mesmo um pouco centrista, ela defende a saída dos soldados do Iraque, baixar os juros para barrar de vez a vazão de chance de uma recessão, tem se destacado em sua campanha também a reforma do Sistema de saúde – o que a fez ganhar muitos delegados.
O democrata americano encontra-se dividido. Escolha uma mulher branca com direto conhecimento do possível cargo ou escolhem um homem negro, duvidoso, carismático que numa ‘jogada ensaiada’ ganhou o apoio da personalidade mais influente entre as mulheres – possíveis votantes em Hillary – Oprah – a negra mais rica do mundo e ultra feminista – declarou a quem quisesse ouvir seu apoio a o seu ‘brother’ negro. Quem seriam os verdadeiros racistas? [nada a declarar] Só digo que com Hussein Obama na disputa final, podem ter certeza, McCain ganha! – eu o apoio -, afinal se negro se une a negro, vou-me unir a branco – conservador e contra meus ideais – , mas se é assim que o mundo que continuar a ser dividido. Nada podemos fazer.
Um sorrisinho maroto não conquistará novamente quem já sofreu e sofre com o ultimo que ganhou.
Cuidado América, Osama quer o poder, ops… Obama.
Isaac Lourenço
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Isaac, seu texto é ótimo, mas tenho que discordar em alguns aspectos. Para mim, qualquer um dos democratas (Obama ou Hillary) que assumir um poder trará mudanças. Hoje morreu soldado nº4.000 em terras iraquianas e isso nos faz refletir o quanto o governo Bush foi danoso aos EUA. Gastar milhões e milhões em guerras para, segundo o próprio presidente Bush, “promover a paz” não foi uma idéia muito sensata. O resultado é uma população insatisfeita com o governo e um país à beira de uma recessão econômica ocasionada pelo cíclico sistema capitalista desumano em que vive o ocidente.
Talvez, ainda não seja a hora de criticar os futuros candidatos. Tanto Hllary como Obama têm propostas coerentes e, acima de tudo, humanas (que é o que o povo mais necessita neste momento).
Hillary aparece com uma linha mais sólida de governo. Certamente, seu passado a favorece. Tem a experiência do marido Bill Cliton como modelo. Ela, se eleita, saberá muito bem onde estará pisando. E, sem contar, sua empatia com o público feminino devido a injustiça que sofreu ao explodir o escândalo no qual os protagonistas eram seu próprio marido e uma estagiária da Casa Branca.
Obama vem de um mandato como senador. Os críticos afirmam que este é um ponto negativo na disputa, tanto dos democratas, como a presidencialista. Pode ser essa a razão pela qual Obama seja mais idealista. Suas propostas são tão coerentes quanto as de Hillary. O que vem fazendo com que ele se sobressaia em relação a sua oponente democrata é seu carisma e seu trato mais humano com seus eleitores.
Mini-escândalos e críticas aparecem sempre! É como diz o dito japonês: “O prego que se destaca é sempre martelado”. Não defendo Obama. Muito menos Hillary. Mas acredito que um governo democrata trará mais estabilidade aos EUA e, também, ao dependente Brasil. Mas isso já é uma outra história!
Beijo Isaac!
Issac, concordo com algumas coisas no texto.
Pra mim tudo é culpa do sistema.
uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
deixa eles pra lá e vamos viver nossa vida, garotinho…
sass
Rodrigo Stefanov
Itz,
Concordo plenamente com suas palavras. Foram colocadas com a devida coerência e cabendo a cada um que lê tirar suas próprias conclusões,afinal a democracia que tanto querem tem sida colocada de lado diariamnete no Brasil. Logo em breve a palavra democracia se voltará até contra aqueles que pensam ser os mais infuentes no mundo.
Parabéns.
Abraços,