76el-alegre-rostro-de-la-pobreza.jpg 

‘… Não deixe o samba acabar…’ Foi deste modo que o poeta modelou em palavras o sentimento da sociedade brasileira, afugentada nos morros, favelas e cortiços. Lutando erroneamente por uma mera vida medíocre. Para que se auto-proclamem pessoas felizes e realizadas lhes é necessario: Casamento com filhos, moradia, cachorros, uma TV ligada no ‘Balanço Geral’ e um emprego que lhes paga o aluguel – pois nem é preciso uma casa propria. Alguns leitores podem facilmente opinar que à eles isso também é o bastante para uma vida bem-sucedida, afinal pra que o ouro se morreremos com ou sem ele. Eu acredito que tudo isso não passa de um profundo pensamento de pobreza, uma merda de vida. A pobreza do ser humano não se resume ao extrato bancário. Vai mais além, além das antigas separaçoes nobreza-burguesia, além de indíces da ONU, além até mesmo da LINHA DA POBREZA. Muitas pessoas sobrevivem com U$$1 por dia e ’são ricas’. Ricas de cultura, de sabedoria e acima de tudo, RICAS DE VONTADE, sedentas por uma vida melhor, lutam até a morte para dar aos filhos uma estabilidade que obviamente os pais não lhe deram. Esses são os verdadeiros exemplos para a sociedade moderna, que não se escondem por detrás de falsas políticas, percebem que não existe utopia maior do que a de um mundo totalmente igualitário, deve-se lutar, suar para ter sucesso na subida rumo ao topo. A politica de esquerda é perfeita….NO PAPEL, nunca será aplicada de maneira justa. Não adianta montar sindicato para culpar a direita, o capitalismo, os EUA. [Digo isso como centrista, acredito em ambos os lados, nenhum ao extremo.] É da natureza humana a trapaça, a vontade de ter mais, de ser mais que o vizinho. A corrupção está no nosso DNA. Cabe única e exclusivamente a nós lutarmos ou não por uma casa própria, num bairro melhor, fazermos uma faculdade, mestrado, doutorado, termos o emprego dos sonhos, uma família sem dificulades, filhos bem-educados, cachorros – é claro -, um TV top de linha ligada em conteúdo construtivo – uma novela de vez em quando não faz mal a ninguem. Rarará -. Outro ponto a ser levado em conta, mais importante do que o dinheiro, a carga cultural da pessoa é o que realmente a define como pobre e rico. De pensamento, de atitudes. Um milionário de berço, acomodado, sem idéias para aplicar sua fortuna, que prefere comprar um jatinho para o levar a Paris para jantar no Ritz, ou que tal uma partidinha de golfe na Escócia?, é um pobre…de pensamento. Poderia aplicar seu dinheiro em pró do desenvolvimento, em novos empreendimentos, novas iniciativas privadas, assim aumentando ainda mais sua fortuna e ajudando a população, abrindo oportunidades de emprego diretos e indiretos. Há ainda os ricos de pensamento, pessoas com idéias novas e promissoras, que mesmo sem muita renda no príncipio conseguem vencer na vida. O problema maior está no ser pobre de verba e de cabeça, possuir a mente atrelada na pobreza, defender a existencia de favelas onde poderiam haver conjuntos habitacionais, invadir o morro xingando o poder público por não lhe oferecer regalias e depois reclamar de deslizamentos de terra, enchentes e ‘o raio que o parta’ – rarará, é um pouco revoltante isso . Temos de ter na mente o ideal desenvolvimentista dos anos dourados, hoje com um nivel cultural ainda maior, com a preocupação ambiental e a sustentabilidade. Não podemos nunca desistir, cair na cilada dos ‘pensamentos do agora’, de que devemos curtir o agora e não pensar no futuro. [uma dica cultural a respeito desdes pensamentos é o filme "Filhos da esperança" - Children of men -] De que como todos iremos morrer o sucesso profissional e social não é necessario. Bem…cada um tem sua opinião e seu livre arbítrio para fazer da vida o que quer. Pode aceitar a morte ou esperá-la.

BALAAANÇA BRASIL, acorde para uma felicidade verdadeira. Podem me achar materialista mas no mundo a única coisa que não se compra é o amor – ao menos não com Reais -, e é ele que nos dá garra para conseguir avançar na vida. Afinal ‘…O morro foi feito de samba. De samba pra gente se amar…’

[.]

Isaac Lourenço

[<o>]

 

 

Será que dessa vez. Agora, em 2008 os eleitores americanos seguirão o desejo dos produtores de cinema e TV? Afinal, não é nenhuma raridade vermos negros interpretando o importante papel de ‘President of United States’ ou digamos diferente, melhor, como sempre é posto nas falas: ‘..of America’. Super! Vai ser poderoso assim em Kripton. Não adianta nem Chavez e seus ‘companheiros’ quererem se impor. Nem mesmo Fidel  – único que realmente entende o significado de socialismo digno – agüenta mais, depois do tombo antológico em frente as câmeras já não é mais o mesmo. Seus discursos infindáveis se calaram! A ‘ilha’ e todos seus simpatizantes lamentam seu declínio, seu estado de saúde é realmente preocupante. Além da idade, nem a medicina internacionalmente reconhecida de Cuba está o ajudando. Realmente uma pena. Até mesmo a extrema direita esta em luto, a morte de seu mais irreverente aliado intelectual William Buckley veio a calhar com o momento da mais acirrada disputa presidencialista no país. A política mundial fica cada vez mais pobre de coerência e coragem. Cada vez mais atolada em candidatos demagogos, sem consistência, sem propostas e sem caráter. 
E não é que agora até os ianques. Eles. Os que a nós são exemplos de grandiosidade econômica e social estão prestes a cair nas garras de mais um  carismático demagogo, será que Tio Sam não notou a desilusão estampada em nossos semblantes após 2002? O que é o governo Lula senão algo conquistado por da mais simples e ’sacana’ demagogia barata de quem nos conquistou com um carisma cínico e sujo de graxa. Hoje é posto como grande governante, dizem de boca cheia que graças a suas políticas as reservas de Capital estrangeiro hoje superam a dívida externa – ‘naif‘ quem acredita que isso significa o fim dela – e o dólar nunca esteve em patamar tão baixo desde 99. Nossa realmente é uma notícia boa para os investidores. Devemos parabenizar o governo petista ou a economia global? EUA se encontram à beira de uma recessão econômica, com isso a taxa de juros cai, dólar cai e bla bla blá. China e Indía crescem a taxas exorbitantes, a Ásia de um modo geral cada vez mais comanda o mundo. Petróleo numa escalada sem fim. Investidores atraídos pela mão de obra barata, pela clara chance de um futuro promissor em solos orientais. O Brasil se beneficiou com tudo isso, os emergentes cresceram, as grandes economias desaceleraram, hoje o país cresce à taxas iguais ao Japão. Será mesmo mérito de um governo indecoroso acima de tudo populista? Cada um que interprete de seu jeito. O triste é saber que a grande maioria da população não enxerga a nuance de interesses, as contradições ideológicas.
Mas hoje não falarei de política nacional e sim americana. Global.
A quem diga que ele é a ‘cartada final’ do terrorismo para acabar com a supremacia ocidental, outros os vêem como um ‘messias’, o homem negro que salvará a ‘América’ do fundo do poço. Pra mim, um mero tupiniquim, ele é apenas mais um. Nada mais que isso. Sim, é negro – a quem goste, a quem odeie-, tem nome mulçumano – Barack Hussein Obama -, estudou numa ‘massadra’ – escola radical islâmica -, já escreveu duas biografias – questionadas até mesmo pelos amigos -,  já fez uso de maconha, álcool e cocaína – nos bons tempos de universidade, como gosta de lembrar -, tem avós na pobreza no Quênia, foi fotografado utilizando vestimentas tradicionais do islã, hoje diz ser protestante liberal afro centrista – algo um pouco racista, não? -, nasceu em Honolulu, viveu em Jacarta, tem mãe branca, pai negro, casado, tem duas filhas, tralalá. Mas o que realmente importa? Ele ser negro? [não] Ele ter sua religiosidade incerta? [talvez] Ele mudar sua linha de pensamento econômico bruscamente pouco antes de pré candidatar-se? [SIM]
Obama deu uma guinada para a esquerda, com políticas a favor do ‘nacional’, contra a Alça, e alianças defendidas por ‘obrigação’ à direita. Por que e como isso aconteceu? Ninguém sabe explicar.
Pode-se confiar em alguém que se sente injustiçado por ser negro, mas que mascara a própria identidade política? O governo do motor mundial está em jogo. Muitos podem odeiá-los, porem se a recessão americana realmente vir a ocorrer, o mundo inteiro sofrerá. Quem pode imaginar o que acontecerá?


Se meu poder de voto fosse possível, sem sombra de dúvidas iria para a ex-primeira dama, Hillary Clinton – mesmo sendo traída, continuou linda e mais do que nunca… Poderosa-, com uma base de direita liberal, podemos dizer até mesmo um pouco centrista, ela defende a saída dos soldados do Iraque, baixar os juros para barrar de vez a vazão de chance de uma recessão, tem se destacado em sua campanha também a reforma do Sistema de saúde – o que a fez ganhar muitos delegados.


O democrata americano encontra-se dividido. Escolha uma mulher branca com direto conhecimento do possível cargo ou escolhem um homem negro, duvidoso, carismático que numa ‘jogada ensaiada’ ganhou o apoio da personalidade mais influente entre as mulheres – possíveis votantes em Hillary – Oprah – a negra mais rica do mundo e ultra feminista – declarou a quem quisesse ouvir seu apoio a o seu ‘brother’ negro. Quem seriam os verdadeiros racistas? [nada a declarar] Só digo que com Hussein Obama na disputa final, podem ter certeza, McCain ganha! – eu o apoio -, afinal se negro se une a negro, vou-me unir a branco – conservador e contra meus ideais – , mas se é assim que o mundo que continuar a ser dividido. Nada podemos fazer.

Um sorrisinho maroto não conquistará novamente quem já sofreu e sofre com o ultimo que ganhou.

Cuidado América, Osama quer o poder, ops… Obama.  

 

Isaac Lourenço 

[<o>]

.