Vendas unilaterias?
dezembro 29, 2008

O mundo hoje, a poucos dias do novo ano, lima garras e armas de mídia e palavra contra o Estado de Israel, e assim, seu respectivo povo; que apesar de todas as guerras que já os enfrentaram - Batalhas e tentativas covardes de exterminá-los – não se deixa abater e mais uma vez vai a luta.
Os mísseis e bombas que diariamente matam civis – de bem - no lado civilizado daquela parte do mundo. Que não vitimam mais como seus idealizadores desejam pois em um nação que conhece de perto o odor do ódio que detém para com ela, nem o maior dos preparos é suficiente para o fogo infantil de débeis vestidos de saia e trapo enrolado sobre a cabeça. Notem que em nenhuma ocasião se vê do lado israelense bandeira palestinas sendo queimadas, crianças com armas nas mãos, nem pais – como que se vangloriassem a morte – com seus filhos mortos nos braços caminhando nas ruas alastrando o ódio ao invés do choro humano. De que base sã é fundamentada a razão palestina. Peguem o mapa, por mais antigo que for, do oriente médio, até mesmo da Ásia. Quantos zilhões de metros quadrados o islã já detem sob suas asas? Iraque, Irã, Jordânia, Líbano, … Tudo já pertende aos árabes. Suas crenças crescem como nenhuma outra jamais cresceu. A Europa já é seu playgrond.
Porém por pior e irreversível que essa guerra aparente. O que nós ocidentais de país neutro sob o domínio de guerrilheiros que usam tons torpes e vulgares em declarações e que sua instituição de diplomacia “deplora a reação desproporcional” e diz que “apenas a moderação e o diálogo construtivo” podem fazer a paz reinar. [Qual seria o diálogo construtivo com um povo que apenas sabe destruir; até a si mesmo por um cega causa? Reação desproporcional? Mas como não deveria ser, se de um lado existe investimento em toda a gama das necessidades humanas - algumas das melhores universidades do mundo... medicina avançada e de fato, poder bélico a altura - e do outro lado do muro se tem pobreza escancarada arrecadando e recebendo milhões do otário mundo solidário, e os fundos não tem destino diferente, longe da maior catequese da história da humanidade?] Voltando ao Brasil e ao mundo em geral… A mídia de hoje em diante usará de todas as suas formas blasfermar e converter o mundo contra a causa israelita. Colocando uma venda negra que nos parece impossibilitar o mal olhar aos piquetes palestinos; que esquecem de olhar para a própria o terra – o que me remete aos brasileiros que emporcam as cidades se amontoando em barracos. Gaza tem a maior taxa de crescimento demográfico do mundo – maior do que nossos companheiros indígenas – e ao invés de dispor suas forças ao sonhar de um novo mundo pra a pirralhada que vem por aí. Tratam de comprar mais foices e armas banais – dignas das guerrilhas africanas – para lhes presentear nos Natais ou seja lá o que for que festejam.
O quão triste são os ataques em Gaza. Civis mortos… crianças mortas.
Mas quem de fato atirou a primeira pedra. Essa guerra não foi de surpresa como Pearl Harbor ou as bombas de Hiroshima, o cessar fogo foi ordenado mas acatado não foi. Israel em todo seu direito – não o negando como o duende do planalto não se cansa de fazer, permitindo que nossas empresas sejam enxotadas dos vizinhos, que nos assaltem diplomaticamente divídas exorbitantes, que índios demarquem terras para coabitação e assim exspulsem impulsores econômicos… – traja sua bela farda detrás do estandarte e vai a luta rezando confiante na vitória.
Que certamente virá; mesmo que o mundo, vendado pela mídia árabe revolucionária, pense que os fracos e oprimidos perderam para os circuncisos neocolonizadores capitalistas. Vilões da nova-era. As vendas parecem tomar apenas um lado da fronteira, distante da sanidade e do desejo de paz.
Não haverá paz enquanto perdurar no poder de uma ‘nação’ extremista um grupo puramente radical e guerrilheiro.
O fim justica os meios… qual seria o fim?
Obrigado
Isaac Lourenço
3 Rapidinhas…
novembro 20, 2008
1. Yes, we can?
Leitura rápida e obrigatória para todos que se denominam, mesmo que sucintamente, eleitores e manifestadores de opinião.
Segredos e mentiras sem fim – Olavo de Carvalho
A sabedoria também está no saber calar-se, deixar a faca de lado; dando voz aos mestres da tida razão.
Isaac Lourenço
2. O que nenhum brasileiro tem coragem de dizer…
Política, cultura, corrupção, a famosa cachaça do presidente, nem Niemeyer escapou das verdades do ex-correspondente americano no Brasil, que quase foi espulso do país e já foi visto como comunista e agente secreto da CIA.
DEU NO NEW YORK TIMES – Larry Rohter
Tradução: Otacílio Nunes, Daniel Estill, Saulo Adriano e Antonio Machado
2008 – ISBN 9788573029277 – 416 páginas
R$ 39,90 (preço sugerido)
leia um trecho do livro em pdf
3. Estádios à altura…
Os futebolísticos do mundo inteiro esperam um espetáculo em 2014 em nosso país. A Copa bate à porta, mas algo já é certo. Será a edição de estádios mais fuinhas em décadas.
O amistoso Brasil e Portugal da última quarta inaugurou o ‘novo’ estádio do Gama. Que coisinha medonha.
Só não sei o que é pior… o projeto horrendo das pétalazinhas de Ruy Ohtake ou o que conseguiram fazer.
Compare as arenas brasileiras com as que estão em construção em plena Africa do Sul para 2010. [Estádio Moses Mabhida] Na ÁFRICA!… for god sake! Onde estão os governantes para fazer aliança com endinheirados, vale tudo, até traficante!
as rapidinhas são sempre as melhores! foi bom pra vocês?
Isaac Lourenço
Outubro, o mês que não acabará tão cedo.
outubro 22, 2008

Outubro se fez um mês do mais especial possível. Um mês com status de ano, e com a força de um resfriado que demorará a passar.
Neste mês a economia global se viu em uma crise que à esquerda é tida como bem vinda, pois, segundo eles, acabará com a soberania de Wall Street. Será mesmo? A risada espalhafatosa que escapou as bocas no momento em que a recessão se apresentou como uma forte candidata para o futuro do país, certamente foi contida ao se levar em conta a primeira aula de geopolítica; a base da globalização.
Ninguém afunda sozinho. Com a baixa atividade dos mercados americanos, os países que mais sofreram quedas foram os emergentes, que pregam o anti-americanismo, o paz e amor, e acima de tudo isso, o comodismo mediocre de um socialismo deturpado. Em terras tupis, a tensão econômica foi acobertada por declarações demagogas de nossos guerrilheiros no poder, ou pelas historietas sensacionalistas que nossa mídia tem o prazer em travar-nos o país inteiro para assistir janelas por cinco dias. Nas ruas o foco das conversas toma rumo distante dos nossos bolsos e vai para casos de amor mal resolvidos. Vejo a tal tragédia com o mesmo ceticismo com que tratei o caso Isabella.
Nada irá mudar em minha vida, quiça em meu país, perdendo dias e dias na frente da tv, internet ou rádio ouvindo ladainhas que pouco interessam. A vida conturbada de uma garota nem um pouco reservada, de uma família nada confiável. Não que isso seja algo ruim, mas peço que não me obrigue a perda de tempo. Pois enquanto isso novas políticas e medidas que são tomadas para contornar ou afundar ainda mais na crise, só ocupam o letreiro passante ‘the flash’ dos telejornais. E todo o desenrolar dessa paixonite de Santo André acabará, propositalmente pela esquerda, deteriorar a imagem da autoridade policial paulista. O poder que comandou o país no passado, agora briga entre si e tem a imagem, manipulada pela imprensa, mais suja do que a máfia.
Mas como é sutil a anestesia! Nossa ‘massa’ cada vez mais ignorante e maioria, contente com o ordinário, com a pobreza enfeitada de igualdade que nos toma o poder, que nos toma tudo.
O que resta é a misantropia que nos entope veias ou um cartão de embarque para qualquer lugar longe daqui.
Cuidado, este furacão que se forma não tem olho, nem precedentes.
Obrigado
Isaac Lourenço
[<O>]
Futuro com estas leis?
setembro 22, 2008

Hoje posso dizer: Já fui assaltado.
Lembram-se daquela campanha antiga que até hoje não vejo fundamento, que as pessoas colavam o adeviso no carro, e desfilavam pelos corredores de tráfego da cidade e só. E no que deu tudo isso? O que de fato mudou, acaso melhorou em algum quesito nossa vida na velha Paulicéia desvairada, e cada vez mais tomada pelos que não a merecem? Pois bem, no meu caso post-it-iria minha testa e nuca.
Pouco tempo atrás, um novo dilema, mais um giro da mídia sobre o que deveria, mas não quer falar. Mais uma ladainha dos ditos direitos humanos, que de nada valem se escolhem proteger bandidos à civis honestos.
“Não dê esmola, dê futuro”, foi exatamente isso que fiz na última quinta, no ponto de ônibus frente a estação da Luz, numa região cada vez mais decadente. Seja lá qual for a idéia de nossos governantes da chamada novaLuz, que até agora só revelou áreas
demolidas, que daqui a pouco se tornarão favelas, ou pracinhas-pinico para mendigos.
Foi quando dois meninos com seus cobertores da cabeça ao chão me abordaram. Eram negros – digo logo sem medo, para evitar a vergonha que muitos têm por perguntar a dita cor dos delinquêntes. Não direi
que eram crianças, pois não agiram como tal. Em minha infância não saía com facão na rua atormentando a vida de desconhecidos. Criança é a alegria da família, futuro do mundo; estes aí são na verdade a vergonha de um país de leis torpes.
“Aí moleque, dá um real” em claro tom de superioridade. Quanto engano.
Já recuado, fiz como que não tivesse dinheiro algum, como todos sempre fazemos no farol ou ao caminhar na praça da Sé. Pois insaciáveis, começaram a me ameaçar com um facão e pediam enfurecidamente: “o aparelho…o aparelho”, bateram na minha perna direita, onde havia uma certa saliência aparente, fiz o que pediram e entreguei-lhes o conteúdo: um rolinho de papel higiênico que estava no bolso. Estou resfriado também, pra melhorar ainda
mais minha situação.
Ficavam cada vez mais agressivos, bateram no outro bolso, onde deveras estava o celular, “é o meu aparelho de asma”. Pareciam não ouvir nada. Daí pra frente já não lembro muitos detalhes nem a ordem dos fatos. Entreguei dinheiro à eles; uns 20 e tanto reais. Fui indo pra rua. A faca quase me furou, me protegi com a mão, que hoje arde pelo corte. Eles fugiram.
Meus ‘companheiros’ de ponto, que na hora da aflição sumiram, me incentivaram a correr atrás de meu dinheiro. Mas eu não queria, não precisava dele. Foi quando na esquina os vi sendo abordados por policiais, ou seguranças, sei lá.
Como eles apanharam, eles relutavam como se estivessem possuídos, mas isso não amedrontava os fortes gajos que quase quebravam todos os ossos dos MOLEQUES – os denomino desta forma ao pé da lenda, vez que mereciam ser postos em sacrifício, enquanto os outros dançavam em volta deles louvando ao Deus Moloque, rarará. Que se danem os direitos humanos, quase mataram os marginais. Pena que não o fizeram; só não chegaram a tanto pois outros membros da classe deles, agora adultos, começaram a defendê-los, até chegaram a declarar que os conheciam, mas quando viram a faca que portavam também sairam correndo. Neste momento, uma multidão havia se formado na esquina, foi quando conversei com uma quase vítima deles. Um japonezinho que saía do cursinho perto da Sala São Paulo; ao ser abordado saiu correndo. Por fim, os policiais me chamaram e fui com eles até o posto dois quarteirões adentro da cracolândia. Depois de
muitos minutos, eles me instruíram sobre o sistema. Ambos os infratores se auto-declararam 9 e 10 anos. Pois então sequer iriam para a Febem – ou Fundação Casa – pois ainda não tinham idade para isso, no caso deles iriam para tipo uma creche, nesta qual podiam sair a hora que quisessem. O mais velho chegou a se contradizer, declarou que não queria voltar para cadeia, era foragido, quem sabe.
Perguntei aos policiais – um parabéns à eles pela simpatia e presteza – como iriam provar as idades. Como não moro nem somos os states – e cada vez mais nos distanciamos do objetivo – não temos sistema de digitais eficiente. Deixaram claro que seria preciso fazer o levantamento sobre os pais – pois pergunto: Quem foi que os ensinou tudo sobre o sistema? Ao menos em meu ensino público nunca tive aula de como assaltar um pedestre.
Por fim, em consenso geral, foi mais viável deixá-los ir, poucos minutos antes de me liberarem.
“Libera nois ae… que vamu assaltá lá no Guaianazes”, essa foi a promessa que fizeram aos policias, que inevitávelmente riram.
Engraçado existir zilhões de cartilhas de direitos das crianças e adolescentes, mas não cumprimento de deveres, de punições. Não há como retirar esses bandidos das ruas. Eles podiam ter me matado e como teria acabado a história? Do exato mesmo jeito, só que com um pouco de sangue na calçada da estação. Mas a história em si não foi esta. Algo me salvou, seja
Deus, destino ou o que for. Ou tudo seja o mesmo. Obrigado.
Com nove anos eles podem roubar, matar e o que mais quiserem. Podem tudo impunes. Se existe capacidade tamanha de crime na cabecinha deles, então podem muito bem, responder judicialente assim como qualquer outro criminoso.
Porém sei que mesmo se um dia um projeto de lei se levantar, senhoras desvairadas levantarão bandeiras para acudí-los. Quem sabe mudem de idéia quando sentirem o aço estourando as entranhas delas. Tá com dó? Leva pra casa dona! Acredito que o intelecto dos trombadinhas da faca seja o mesmo do indivíduo que uma semana atrás ‘arrebatou’ o celular de minha irmã em plena avenida Paulista. Afinal em nossos tempos uma reforma – que em suma já é uma cicatriz no simbolismo do postal – adequando a calçada mais movimentada da cidade para stilletos, scarpins e cadeiras de rodas se torne pista de skate e outras rodas facilitando diversos crimes, como o de minha irmã, que viu seu direito de falar no celular rompido. Num puxão, a voz se emudeceu.
Primeiro assalto, primeiro enfronte nas ruas de São Paulo. Onde nem o frio consegue afugentar mentes podres. Mas fazer o quê? É o preço de se viver na segunda maior cidade do mundo, onde o cinturão cada vez mais se afivela sob votos e genialidades debéis.
Não me prolongarei mais neste assunto, pois creio poucos irão se interessar em perder horas lendo extensos – bem extensos – ensaios, vez que temas como este acarretam outros e se derivam de outros poucos questionamentos acerca de nosso país. O mal da raiz está bem distante dos becos do centro velho.
Quem sabe um dia revelarei este segredo. Que está no ar para qualquer um que tenha um pouco de coragem, nenhuma lucidez e muita tolice.

Obrigado
Isaac Lourenço – agora como mais um membro da sociedade -
ps.: muitos corajosos zoaram, outros muitos tiveram receio. Mas só pra constar; não fui pra cima dos moleques vez que minha altura é praticamente a deles. Rarará.
[.]
Beijing 2008 – parte 3 – Heróis do Olimpo
setembro 10, 2008
Atletas que venceram o preconceito e aceitação própria, que lutam todos os dias para superar os obstáculos que a nós são banais e sem importância.
Atletas que nasceram com deficiência para a sociedade, que são guerreiros, a quem os olhares de pena e dó não tem vez.
Atletas que querem sempre mais e mais.
Anceiam quebrar recordes, superar a sociedade, superar a própria deficiência.
Não são todos os brasileiros que tem consciência que nosso país é uma das grandes potências dos jogos paraolímpicos. Nosso atletas paraolímpicos possuem o que mais falta nos outros. Um psicológico desenvolvido. Eles não se deixam abalar com uma fofoca ou com uma queda do cavalo. Se fossem assim não levantariam da cama pela manhã. Antes de pensar em vencer o adversário, eles superam a si mesmos.
Nas olimpíadas o Brasil superou o histórico do quadro de medalhas, mas muitas
vezes entrou no campo, na quadra, na arena, no solo com o olhar de perdedor. Fazendo dos adversários obstáculos impossíveis de pular. Será mesmo?
Já nas paraolimpíadas o Brasil entra onde que for com ar de campeão, desfilou na abertura dos jogos com uma alegria, incontávelmente superior a dos outros. Eles sabem que não existe impossível no mundo esportivo. Mesmo que algumas injustiças aconteçam como com Clodoaldo, nosso Phelps, os atletas não se deixam desanimar. Seguem em frente rumo ao pódio.
Pena que nossa mídia dê as paraolímpiadas o destaque de um jogo de várzea. Preferem passar em cinco canais os jogos dos que negaram a pátria e que por dinheiro defenderam outro país, que chegaram ao cúmulo de adotar apelidos que remetem á ele [Geor e Gia].
Falaram mais da vida do irlandês, que agarrou o Vanderlei em Atenas, do que do caso de Clodoaldo.
Mas nada que façam irá desanimar nossos atletas. Á eles desejo força, são eles que possuem o verdadeiro espírito de superação que Courbetin disseminou para o mundo.
Vocês são nossos verdadeiros heróis olímpicos. Nossos Deuses do Olimpo.

Obrigado
Isaac Lourenço
[.]
Beijing 2008 – parte 2 – Os verdadeiros jogos
setembro 10, 2008

Extinta a chama olímpica, uma nova labareda surge, a minha vista mais forte e com o verdadeiro espírito dos jogos: as paraolimpíadas.
Com muita graça e simbolismo, a cerimônia de abertura superou o surto tecnológico do dia 8.8. A festa foi perfeita, em nenhum momento pode-se dizer que poderiam ter saído melhor. Do pássaro de fogo ao cadeirante alpinista. Em uma festa como essa foi impossivel não se emocionar.
Maestralmente a China nos deu uma aula sobre as deficiência e suas superações. A bailarina na cadeira de rodas, que teve como suas pernas dezenas de braços dançarinos. O voar do pássaro de inúmeras mãos, que não saiu do chão, que deixou o ‘ninho’ em nossa fantasia.
Mas sem dúvida diria que o momento mais tocante, que sem dúvida ficará cravado na história antológica do espírito olímpico, foi o acender da pira. Não é preciso de cabos de aço escondidos para um atleta paraolímpico voar. Ele voa todos os dias.
Para levar a tocha ao topo do estádio, o atleta cadeirante escalou o ‘ninho’. O lacrimejo dos olhos foi impossível de se segurar. Foi uma cena belíssima. O esforço, mesmo que inexistente, no rosto dele. A paradinha para recuperar o fôlego. Tudo foi mágico.
É uma pena que a mídia brasileira não veja lucrativo transmitir com o mesmo requinte e orgulho, com que viram nas Olimpíadas, o entrar dos atletas de todo o mundo no universo único do esporte paraolímpico.
Obrigado
Isaac Lourenço
…
República Farquiana do Brasil
agosto 2, 2008
m nada com o promissor emergente, a potência global de Getúlio e JK. Hoje é governado, foi entregue pela população à analfabetos, guerrilheiros e marginais ao contrário de antropólogos, engenheiros e verdadeiros visionários. Tudo sob a asa comunista, sob o dizer ser do povo.
Manchetes declaram que estamos a um passo do desenvolvimento. Mas como se pode acreditar nisso se está confirmado que nossa mídia é falsa e manipuladora por ordem de cima, e cada vez mais é evidente a podridão de nossos governantes. Suas políticas de falsa esquerda sem sentido.
Dizem fazer de tudo por um país de todos e realmente fazem. Mostram as garras por um país, ou melhor, um continente livre, América Libre, onde os colonizadores, ou seja, os capitalistas não podem viver, serão expulsos de suas propriedades como o branco que agora a pouco teve de sair de suas terras pois não era índio, deixando á mercê de animais bípedes sua mulher e filhos. Lutam pelo dia em que terão uma terra própria para eles, sujeitos a quem não importa desenvolvimento, cultura ou nem um lema de ordem e progresso.
Desde o primeiro instante em que o Partido dos Trabalhores surgiu e seus criadores – ladrões, demagogos e indigentes – trajaram griffe, aprenderam a escrever os próprios nomes, ou simplificaram-no para facilitar a grafia, esteve aparente a carga de mentiras e o banho de sangue de contravenção.
Após forjarem fatos, lutas e derrubarem poderes, um deles, o duende de nove dedos, que arrancou um dos dedos para poder ‘coçar’ o dia inteiro recebendo indenização do patrão, ou melhor, na filosofia deles: vampiro da vida operária. O rei dos que vestem Guevara e Lênin, que cita Marx e Mao, que jamais vence debate direto, afinal, frases feitas não possuem contornos, por isso mesmo escolhem a saída mais sensata: ausência. Perdem debates por B.O, mas vence nas urnas graças ao mesmo cabresto que repudiou, que chama de vale sei lá o que, em que a falta é desculpada por se declararem superiores.
Passou o primeiro mandato, e os pobres satisfeitos com suas bolsas- vida uma vez mais superaram os intelectuais, que preferem votos nulos e brancos e depois quando chegarmos ao fundo do poço, reclamar.
Hoje assistimos o nascer de uma terra de ninguém, ou seja, dos que não merecem nem nomenclaturas. Os índios que assistem novelas, trepam por não terem o que fazer e calçam nike já detêm 10% do solo nacional. Ao MST outros já foram repassadas 10%. Se isso já não bastasse, a mídia nacional manipulada pela esquerda esconde os dados internacionais, em que consta: de 15 a 20% tem mando de narcotraficantes ligados às Farc e 15% serão transferidos aos quilombolas.
Mesmo depois de que o Dossiê Brasileiro foi aberto pela revista colombiana Cambio, onde 85 e-mails direcionados á mais alta cúpula do poder brasileiro foram encontrados no notebook pessoal do 2° nome das Farc, Raúl Reyes, onde fica mais do que escancarado a forte ligação entre o governo Lula e os militantes das Farc. Episódios como a ajuda de Dilma Roussef – a futura candidata a presidência – ao empregar a mulher de um membro preso das Farc no Brasil empregando-a em um cargo de confiança. PT, PCC, Comando Vermelho e as Farc são irmãs bastardas de um pensamento que se corrompeu.
Há algo na espreita, como tigre que aguarda pela hora certa para dar o ‘bote’. Governos eleitos pela democracia que nos foi tragada a força se entrelaçam com verdadeiros terroristas dos quais fugimos e nos trancamos em casa.
Uma coisa lhes digo: Tenho medo. Medo de ver minha pátria mãe dissolver-se em pó e nada mais. Medo do que o amanhã nos guarda. Medo de ser incapaz de mudar, de ajuda a botar nos trilhos a locomotiva que descarrilhou.
obrigado
Isaac Lourenço
ps.: Tenho medo. E você, tem?
Para todos? Não…primeiro, favor se humilhar.
julho 1, 2008

A criação do Exame nacional do ensino médio – Enem – meio que veio a calhar nesse processo de uniformização do acesso. Porém não foi o que de fato ocorreu desde sua primeira edição. Ignorado pelas públicas e recebido com desdém pelas particulares, foram pouquíssimas as instituições que o aceitaram. Pois bem, notada tal falha um novo antigo projeto ressurgiu, o Programa Universidade para todos – Prouni – que visa facilitar o ingresso de estudantes de classe baixa e oriundos da rede pública em boas universidades particulares. Retirando de pauta os claros defeitos, como o atestado de inferioridade aos negros e indígenas, que nos deram motivos para raiva e contravenção. Mas que seja.
A prova do Enem realizada em agosto passado foi considerada a mais simples dos ultimos anos; e de fato foi. Digo isso lidando com a clara possibilidade em depreciar-me. Com média abaixo de setenta - mais de oitenta na parte objetiva, porém a redação foi na contramão – foi impossível ingressar em curso algum no primeiro semestre. Então agora, após praticamente, seis meses longe dos estudos consegui a tão sonhada vaga na universidade – se assim posso chamar. Cursos do sonho foram inalcansáveis, minha redação vítima do novo sistema de correção teve seu resultado questionável. Os poucos centavos como incentivo por prova corrigida, de fato o cansaço pelas muitas horas frente ao computador, sem releituras e sem questão alguma em decifrar rabiscos digitalizados tornaram o sistema, uma vez mais, falho.
Acessos diários ao site do MEC, disputas de notas, muitas decepções e novas portas, transformaram o programa em uma corrida de gigantes, afinal, a alegria virtual de ver sua nota dentro da margem necessária por poucos dias facilmente foi abatida a tiro por ‘oitentas’ ou apenas décimos acima. O prazo prorrogado: foi evidente o interesse do governo em que todos, desesperados pelo ensino, se inscrevessem primeiro no próximo Enem, pagando a taxa, e só depois torcessem por sua vaga. Se o prazo inicial houvesse se mantido, hoje estaria matriculado nas melhores universidades, com bom ensino, tradição, sorrisos e no curso dos sonhos.
Minha oportunidade apareceu nos últimos minutos, curso agradável em uma faculdade – é o que importa não é mesmo? -, em período noturno – poderei trabalhar. Fiquei feliz, satisfeito por encontrar uma brecha no sistema. Irei estudar. Quem sabe me satisfarei nesta nova profissão, deixarei o sonho pra próxima vida e irei aonde conseguir sob o amparo do governo?
Antes de comemorar é preciso se matricular, e para isso. Declarar-se ainda mais pobre do que és. Juntar os documentos de todos os membros da família, pegar outros trocentos papéis pedidos e ir até a faculdade.
Sete horas de espera. Sete horas jogado á moscas, se sentindo em pronto socorro infantil ou na fila do INSS. Sete horas foi o tempo que foi necessário para que minha senha fosse chamada. O número dela? 58. Já sala de atendimento, onde aguardei por mais uma hora para que os primeiros ‘sete cinquentas’ fossem atendidos, assisti a cenas deploráveis.
Um jovem simples, pedreiro vestira sua melhor peça de roupa para aquele momento, a chamada entrevista. Foi recepcionado por um caloroso olhar cabo-a-rabo. A atendente, uma senhora mal vestida, com o óculos na ponta do nariz, boca torta e um ego do tamanho do seu quadril, o interrogou como uma policial. Já era a terceira vez que ela o fazia voltar ali. “Trabalho como pedreiro, minha renda é de 450 reais.” Ele não tinha registro na carteira, mas tinha comprovantes, uma declaração com firma assinada e todos os documentos solocitados na lista do governo. Nada satisfazia a mulher que parecia se sentir no farol, dando esmola para vagabundo. Esquecia-se que ela estava ali, trabalhando – o que milhares tanto desejam -, graças aos tais mendigos. Nós que deveriamos trat
á-la com desrespeito, com desdém, ela de fato está trabalhando para todos os cansados, desanimados e estressados da fila.
A bruxa – se assim posso chamá-la, para não sujar estas linhas com adjetivos, digamos, carinhosos – não se continha com documento algum que o jovem lhe dava. O comprovante de residência, que por seu nome é solicitado para a confirmação do endereço do estudante foi um dos pontos de discórdia do atendimento: “Nada disso serve. Quero o xerox da parte interna da conta - de energia elétrica – Quero ver o seu gasto. - ela duvidava que se poderia viver com tal baixo ganho – Assim como também quero seu IPTU, sua conta de água, alguns extratos de conta e uma declaração com firma assinada, de cada um dos membros de sua família.” Sem saber como se comportar, o homem simples, que provavelmente trabalhava desde sempre para dar o que comer para sua família, quem sabe com algum irmão deficiente ou seu pai de cama abaixou a cabeça e concordou. ‘Nada disso serve’, importa para o dito controle deles. Depois quando nossos jovens encontram a esperada oportunidade nas mãos erradas, nas vielas erradas, reclamamos. O poder público reclama sem razão.
O menino saiu com cabeça baixa, tristonho mas ainda com a eterna esperança pelo ensino, pela vida que poderá ter. Foi em busca dos papéis que não constavam na lista do MEC, não constavam na lista da faculdade. Constavam na mente confusa de uma senhora que não merecia trabalhar ali, no lugar em que muitos adorariam estar, e de boa vontade.
Também teve o caso de um senhor, já com seus quarenta e tantos anos e ainda com fé em seu diploma, recebeu uma noticia de fato desencorajadora. Que vai contra todos os príncípios de direitos do cidadão e dever do estado. “Sua papelada está certinha. Agora você só não pode ficar rico. - risadas -Se não eu corto sua faculdade: EU POSSO; SABIA? ” Carismático e com o belo sotaque nordestino brincou: “Entendi, não posso melhorar de vida.”
Ela ainda tentou disfarçar, quem sabe corrigir a péssima fala. “Não, não é isso que eu disse. Nós queremos que você melhore de vida, quem sabe arranje um emprego. Você só não pode enriquecer.” Riu sozinha.
Outro: um jovem ofegante entrou na sala apressado. Foi até a mesma senhora da boca torta e disse que trouxe os papéis que tinha faltado. Foi enxotado.“Você não vê que eu estou ocupada. Espere sua vez.” Educado, faltou-lhe um pouco de orgulho. Só conseguiu dizer: “Desculpa. Obrigado.” Naquele momento meu número foi chamado, mas enchi-me de vontade de fazer algo, agir. Riscar o carro dela, dar-lhe um tapa na cara. Ou simplesmente sair dali.
Infelizmente, para a bruxa, ela não me atendeu.Outra senhora também com o nariz no teto e sem o princípio de educação, não reagiu ao “Boa tarde” de minha mãe. Sem olhar em minha cara, solicitou os documentos como quem faz favor, quem só deseja ir embora e ficar o resto da tarde ‘coçando’. Todas as cópias dos documentos foram comparadas e analisadas. É claro; eu vou falsificar meu R.G. com algum nome de ‘Ronivagildo das Mercêzindas’ e levar até a minha única oportunidade de ensino. Número por número, documento por documento, foto por foto, endereço por endereço. Tudo foi analisado, senti-me sujo, imundo. Todos ali estavam se humilhando nas mãos daquelas pessoas unicamente para ter seu direito ao ensino respeitado. Ela me olhava como quem olha o aterro e acha uma criança brincando nele. Retribuí com meu mais belo e sarcástico sorriso. “Vai. fala alguma coisa.”, pensava e torcia. Ninguém me olha de cima, me falta o respeito e ainda suspeita de que estou enganando o governo; que já sabe tudo de mim. Não estava nervoso por mim, pelo tratamento que me foi dado, mas sim tocado e enraivecido pelo modo com que os outros foram. Duas vezes, ela se levantou com alguns papéis e foi até a mulher da boca e ficou de cochicho, até mesmo com risadas. Por fim, ela, sem dizer nada liberou-me para avançar para a próxima sala. A sala da matrícula.
Ás moscas, a sala estava vazia. Duas atendentes conversavam tranquilas. Não estavam fazendo nada, afinal, suas colegas se encarregavam em mandar todos de volta par
a casa, em busca de novos tesouros à elas. Simpática e atenciosa, a jovem fechou a prestação de contas com um aperto de mão e um “Boa sorte e parabéns”
Somos despidos e algo mais, para que a declaração dos direitos do homem tenha sentido. Não recebemos ensino suficiente para dar-nos o luxo de negar os maus tratos dos que precisam de nossa presença para receber o pagamento e ingressarmos na universidade pública em disputa desigual com estudantes de cursinho e particulares.
Nos resta a sorte na vida. Hoje quem nos olha de cima, amanhã pode nos pedir a esmola que tanto fingiu nos dar. Universidade para todos? Sou branco, frequentei a mesma escola que tantos outros negros e índígenas, o mesmo ensino, os mesmos professores; não entrei na Fuvest, não entrei no curso desejado – Prouni. Preciso dizer quem entrou? Fico então com que me resta, quem sabe sou eu o errado.
Anceio pelo dia em que não precisaremos provar pobreza para estudar. Pelo dia em que nosso ensino se iguale ao que de fato é necessário. Pelo dia em que não haverá Prouni. Dia em que nossos estudantes serão bixos de uma boa universidade pública. Que nossos compatriotas ainda não nascidos se tornem os pensadores e os cientistas que tanto nosso país precisa.
Obrigado
Isaac lourenço
Sem medo do ridículo, com rapidez e sem lucidez
ps.: 39% das vagas da primeira chamada do prouni não foram preenchidas. Supostamente os candidatos não alcançaram o que era necessário em comprovantes.
Existe futuro?
junho 7, 2008
Nosso país é extremamente jovem. Temos muito o que aprender. Vivemos em uma nação em elevado crescimento demográfico. A cada um que alcança a terceira idade, sei lá… uns quinhentos chegam a fase jovem. Já parou pra imaginar? Visualmente falando, e bem toscamente, são mil ‘moleques’ pra fazer arrastão em um casal de idosos na praia. Hoje nosso país, aos poucos, envelhece e cada vez mais nossos idosos são respeitados – ainda há muito o que melhorar na vida dos que já trabalharam para o nosso futuro – e tem uma vida digna. Mas e os que hoje ainda buscam se assumir na selva brasileira da desigualdade? O que o futuro reserva à eles? Nossos idosos viveram os anos de chumbo, aprenderam a dar valor a sua própria verdade, a sua liberdade, a cultura. Quantos deles morreram na luta pela liberdade tão menosprezada pelos jovens de hoje. Lutaram pela democracia, pela vida que parecemos jogar fora.
Como é de praxe, nos contam em nostalgia: “No meu tempo os políticos eram bons…” eles batalharam pelo direito de voto “…o ensino era decente…” a cultura sempre foi a única esperança “…e os jovens respeitavam os mais velhos”. Bem.. como já disse, cada vez mais a terceira idade, ou a melhor idade, é mais respeitada e tem seus direitos. Vamos analisar então. O que nossos jovens tem?
Nossa política e até mesmo nosso conceito da mesma estão deturpados como nunca antes estiveram. A corrupção não é mal de raiz que possamos arrancar, está em nosso sangue, em cada membro, em cada parte de nosso ser. Os políticos são nada mais que irmão de sangue. A única diferença está na ausência da mídia no momento em que você pegou ‘emprestado’ algum dinheiro do caixa do trabalho, precisou entrar no cinema pagando meia sem ser estudante.

Se não aprendermos a negar a corrupção instintiva na escola, onde mais será? Uma criança que ingressa no ensino público hoje, se não contar com fortes fundações, seja pela família ou até mesmo pela religião, em meses estará fazendo o que for necessário para vencer na vida sem esforço, buscando tirar proveito de quem for preciso. Ela aprende em classe, nas aulas principalmente de ciências sociais (história, geografia e a partir deste ano, filosofia e sociologia), na grande maioria das vezes lecionadas por anarquistas e frustrados presos no passado, sofrendo pela queda do muro de Berlim, que os ricos estão no mundo para serem exterminados, não devemos respeitar aos nossos chefes e ás autoridades, e a mediocridade de uma vida falsa igualitária é a resposta para todos os nossos problemas. Hoje não aprendemos sequer a anseiar por um futuro melhor em termos de riqueza e desenvolvimento, quem dirá ciências e matemática. Está mais do que confirmado que no Brasil, nossos estudantes aprendem menos do que se vivessem na fazenda com os ensinos familiares. Nosso ensino apenas nos forçam a acreditar que índios que trajam grife e tem ‘Orkut’ merecem mais respeito do que intelectuais e investidores; obras devem ser embargadas para que indigentes possam correr nus em acasalamento e canibalismo. A juventude não tem acesso á educação e cultura. Os que deveriam escrever uma cultura vanguardista, tempo á tempo escalar um nível superior de intelecto, são confinados á música ofensiva e flagelados por tentações criminais. Nossa mídia não se dá conta de que sua programação, ao invés de inebriar-nos em desejo por um futuro promissor, de paz e igualdade, incessantemente nos trás á tela violência e racismo. Em uma sociedade como a nossa, sem acesso algum a real cultura, a real ética e consciência própria ‘a vida imita a arte’, jamais‘a arte imita a vida’.
Mentes fracas imitam o que vêem sem dicernimento. Pois não tem base, nem conteúdo para filtrar toda a bobagem que seus olhos presenciam. Menores são marginais a espreita. Conhecem todos os meios da criminalidade, são deles o maior percentual de crimes. Com 16, 15, 14 anos já são donos de mentes estruturadas, não importa com o quê. Sem educação, o judiciário é a consequência certa.
Mas como controlaremos nossos jovens frutos de um sistema falho, se a lei nos impede. 18 anos. Desde quando a vida se inicia aos dezoito? No Peru uma menina de apenas oito anos está grávida. Crianças em seus videogames roubam e matam antes mesmo de aprender a ler e escrever. O ensino público cada vez mais com sua política de ‘presentear’ a escola de menor número de reprovações com mais verba, incita falcatruas, corrupção e ignorância.
Segunda-feira completo dezoito anos; o que me impede de aproveitar meus últimos dias de menor idade em crimes? Um dia, uma data, uma idade não transforma instantâneamente a mente imatura de alguém. Segundo a psicologia, o conceito do certo e errado é formado até os quatorze anos. Após isso, dificilmente muda. Perante a lei, se tem quatro anos de consciência firmada impunes. Febem e reformatórios não passam de politicagens para tampar o buraco sujo de uma constituição ultrapassada e infundada para os nossos dias.
Nossas leis não correspondem a nossa necessidade. Em uma casa de classe média de São Paulo uma criança estuda, pratica esportes, línguas e cultura. No sertão do Piauí, sete crianças descalças não estudam, mas trabalham, não tem acesso a cultura, mas sim a responsabilidade prematura, a desgraça e a fúria contra os ricos.
A luta de nossos compatriotas aposentados foi á toa. O direito que conquistaram não é digno de nossa geração, pouco menos das que virão do mesmo jeito.
O que são nossos 508 anos se comparados com os milênios dos orientais ou os 912 anos de apenas uma instituição, a ‘Universidade de Oxford’ na Inglaterra, quem dirá do país em si. Temos em nossos pés terra de mesma idade de qualquer outra parte do mundo ou até mesmo mais antiga. Temos de tirar a falsa soberania estampada pelo governo ao mundo. Somos diferentes dos grandes. Eles tem algo que jamais teremos se não interferirmos o comboio. FUTURO.
Segunda completo dezoito. A vida continua a mesma, ao menos para mim. Minha mente está a deriva. Para onde o vento soprará? Não tenho cultura ao ligar a televisão, não tenho tv paga. Meu futuro parece promissor longe de minha terra amada. Não tenho dinheiro, quantos vezes a porta do emprego foi fechada no nariz, pela falta de experiência. Quero estudar, mas não tenho vaga na faculdade. Perante a justiça, só terça-feira posso ser julgado. A passagem é cara, o câmbio é incerto. Viva eu?
Obrigado Isaac Lourenço
Opiniões com rapidez, sem lucidez.
breve mais sobre identidade.
….
Mamãe, eu sou diferente?
maio 23, 2008

Ao caminhar em meio à multidão avisto todos os tipos de aspectos do espécime humano. Uma amiga me cutuca com o cotovelo e sussurra com o dedo ainda apontado:
“Olha ali um casal de anões! Que estranho”
Não eram comuns. O estranho é o ser diferente.
Chamamos ‘diferentes
‘ os que nos se distanciam o modo de ser, ou os que a cultura global nos faz crer tal? Negros no passado eram diferentes, hoje talvez ainda sejam. Síndrome de Down, anões, surdos e mudos, albinos, homos e até mesmo os gagos também estão distantes dos padrões previamente estipulados pela, digamos assim, beleza da identidade universal. Qual a relevante diferença entre o tal casal e o ‘clássico’ casal molico? Seriam eles menos felizes? Definitivamente não. Uma tonalidade de pele diferente, desprovimento de altura e etc. não determinam quem será feliz e quem está condenado a sofrer por tais ‘diferenciações’.
No ultimo dia 22 de maio, feriado de Corpus Christi fui à basílica de São Bento no centro da cidade de São Paulo por motivos diversos assisti a missa. Decidi permanecer de pé ao fundo na nave, dando espaço assim para os mais idosos – maioria. Adentraram, passando ao meu lado todo tipo de
gente: Idosa negra com andador, casal ‘molico’ branco e dois filhos, turistas chilenos de chinelo com barro, sacoleiras gordas, gays e câmeras fotográficas, crianças de rua fãs do canto dos monges, etc. Do lado de fora, no Anhangabaú dois eventos dirigidos ao público evangélico também uniam todos os tipos de pessoas. Em ambos os lugares comentários eram inevitáveis, risos abafados e olhares questionadores.
Para quê? Qual o beneficio em segregarmo-nos em clãs de nascença? Então o remédio seria criarmos Reservas Raposa Serra do Sol – abomino – para cada um de nossos tipos. Num país como o nosso praticamente todas as famílias sofreriam separações. Indesejáveis?
Somos diferentes em igualdade. Ape
nas nisso. Respiramos, vivemos, vencemos e perdemos, amamos e sofremos e por fim morremos todos da exata mesma maneira, sedentos de calor humano. Então por que deveríamos nos separar de tão errônea maneira. Não no papel, não em terra. Na mente de cada um e da sociedade.
Domingo São Paulo sedia a mundialmente renomada Parada Gay. Quantos não irão chacotar e repudiar um simples beijo entre os de mesmo sexo? Quantos atos de violência presenciaremos? Nossa cidade é conhecida por sua mescla em pouco nuance, seu respeito e amor a todos que a conquistam. Não digo apenas para aceitarem a diversidade sexual, todos os dias os chamados deficientes auditivos, visuais, intelectuais são vítimas de DÓ! Decerto o sentimento mais preconceituoso do mundo. Dó tem de ser dada aos infelizes na vida, a um bandido ou a um corrupto [não apenas politicos]. Os que rotulamos deficientes são os reais merecedores de honra. Nossas lutas jamais se nivelarãos as deles. Reclamamos por não conseguirmos emprego por não possuirmos tal curso. Mas ao acaso sabemos como é ser impossibilitado de executar sua carreira do sonho por não poder andar, escrever ou simplesmente por não ser do modo cujo patrão deseja como imagem para a empresa?

Como se sentiria uma mãe se fosse questionada pela criança que durante nove meses carregou na barriga, assim como todas suas outras amigas que combinaram engravidar na mesma época, mas que veio ao mundo ’diferente’. A mente da mãe roda em diversas rotas: penitencia, desafio, medo. Mas o que realmente prevalece sobre tudo que a preocupa é o amor materno. Não importa a cor, o sexo ou se olhos em padrões. Ela o amará como nunca amou nada na vida. É seu bebê, e não há nada que mudará isso. Sua vida é um desafio. Ensiná-lo, guiá-lo e principalmente amá-lo e protegê-lo de todo e qualquer olhar nefasto e dedo de negação. O peito que amamenta não tem olhos, nem frequentou a escola da sociedade racista.
É isso. Estas são as meras opiniões de quem acha saber o que fala. A visão da sociedade está cravada em cada um, cabe unicamente a nós mesmos aceitá-la ou não. Somos o que somos e desejamos ser, jamais o que nos chamam de.
‘Viva la vida or death and all his friends’
Obrigado
Isaac Lourenço
Vocabulário útil: casal molico: homem/mulher, aquele que acordam sem baço e olheira, que caminham todo o dia com o poodle tarado, a mulher gira gira e ninguém vê a calcinha. Homem marombado de voz grossa e mulher magérrima 34 livre da TPM.
Texto curso, rápido e em breve mais sobre a ‘identidade’. TBC…


